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25/07/2019
Policiais militares concluem curso de atualização para atuarem no Proerd
Policiais militares concluem curso de atualização para atuarem no Proerd

Por Julia de Brito

 

Cento e oitenta instrutores encerraram, nesta quinta-feira (25/7), o curso de atualização do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) para atuarem no segundo semestre com alunos da Educação Infantil, 5º e 7º ano da rede pública de ensino. Os policiais militares vão às instituições para abordar temas como consumo de drogas, violência, inteligência emocional para a tomada de decisões, bullying e autoestima, cidadania, entre outros assuntos.

 

No total, 12 encontros são realizados em visitas às instituições de ensino, que acontecem uma vez por semana. O Proerd é uma adaptação brasileira do programa norte-americano Drug Abuse Resistence Education (D.A.R.E) e atua nos 92 municípios fluminenses. Neste primeiro semestre, 60 mil alunos participaram do programa.

 

- Levamos conhecimento que possa promover uma prevenção primária tanto em relação às drogas lícitas e ilícitas como sobre violência. O aluno é colocado diante de diferentes situações e chamado a refletir sobre os riscos e consequências de cada decisão e sobre seu papel social – explicou o coordenador técnico do programa, capitão Fernando Quelho.

 

Formação

 

Todos os instrutores passam por processo seletivo para ingressarem no programa que inclui avaliação da capacidade discursiva, de síntese, bem como do perfil psicológico do candidato e sua aptidão para lidar com crianças e jovens.

- Nosso maior capital é o humano. O profissional consegue criar um forte vínculo com as crianças e os adolescentes pela afetuosidade. Em redações solicitadas aos alunos percebemos o feedback positivo em relação ao nosso trabalho e conseguimos nos aproximar ainda mais do que se passa com estas crianças seja no ambiente escolar ou familiar – disse o coordenador.

 

Transformação social

 

A cada escola visitada novas histórias marcam a vida dos policiais militares que atuam no Proerd. O programa é visto por eles como uma ‘missão’, uma forma de contribuir para a transformação individual e social de crianças e jovens.

 

- Conheci uma aluna muito agressiva e sem limites, de 11 anos, em uma das escolas que atuei. Ela vivia descalça e descobri que não colocava os sapatos porque estavam apertados nela. Um dia ela se abriu comigo: Tia, olha para mim, minha roupa não é de menina, meu cabelo é curto, eu não tenho calçado - contou a terceira sargento, Daiane Martins de Souza, de 35 anos, que há 5 anos atua no Proerd.

 

Daiane conta que os policiais compraram um short-saia para ela ir à escola, um sapato e conversaram com a família.

 

- Aquela rebeldia tinha uma explicação. Ela não tinha uma identidade definida devido à aparência dela, além de ter uma base familiar complicada. Tempos depois, voltei à escola e a menina estava atuando como monitora da sala de leitura – acrescentou a policial.

 

Pioneirismo

O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) foi implantado em 1992 pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e hoje é adotado em diversos estados do país.

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